Vejam só:
"Caros colegas:
Como magistrados, sabemos que nossa atuação, apesar de voltada ao compromisso de distribuir justiça, muitas vezes causa descontentamento e até ira daqueles que são derrotados nas lides forenses, dos servidores relapsos ou de sujeitos frustrados, que ainda não alcançaram a felicidade desejada, procurando responsabilizar outros por suas pessoais derrotas de vida.
Nesta procura insensata, muitas vezes estes infelizes a imputam a nós, meros instrumentos, toda a responsabilidade por seus infortúnios.
Certamente estamos acostumados com este tipo de conduta, e procuramos, apesar do sofrido stress, não deixar que tais acontecimentos tenham influência em nosso trabalho ou em nossa vida pessoal.
De igual forma, no desenvolver da nossa carreira, que por vezes sabe se mostrar extremamente competetiva, também surgem situações desagradáveis, que temos que saber contornar de maneira educada, sempre buscando manter nossas mentes focadas nos princípios maiores que juramos defender.
Porém, às vezes, o espírito competitivo ou o descontentamento de alguns, passa dos limites e deve ser contido, sob pena de desestruturar não apenas a vida de um, mas toda a confiança no sistema.
Sim, sinto-me extremamente ofendido pelos falsos boatos e mentirosas alegorias desenvolvidas em torno do meu nome nos últimos tempos, especialmente quando passei a postular promoção por merecimento.
Aliás, tal pretensão é baseada no meu histórico de trabalho e compromisso com a Justiça, que alguns infelizmente não tem interesse de conhecer, preferindo a versão pronta dos boatos.
Infelizmente, não tenho a oportunidade correta de responder a tais boatos, pois, como toda ficção, fruto da imaginação fértil de poucos, variam constantemente, baseados em meias verdades, e fatos desconexos, tornando impossível a tarefa de desacreditá-los, salvo se analisados pelo bom senso de quem os ouve.
A maior indignação, entretanto, advém da covardia daqueles que atuam no anonimato, de forma a impossibilitar minha defesa, e a devida responsabilização judicial.
A forma vil com que, há mais de 2 anos, estou sendo vítima destas falsas acusações, me impediu de lançar um pronunciamento efetivo (afinal, não há como saber do que, ou de quem me defender). Estas dificuldades ainda persistem, mas tomei a liberdade de tentar me expressar, por perceber que tais maldades avançam agora sobre outras pessoas que me são caras e não merecem o mesmo tratamento que tenho recebido.
Espero que os colegas, antes de aceitar a condenação que já vem pronta e resulta em um verdadeiro linchamento moral, saibam ponderar os fatos, inquirir as fontes, analisar as provas, e buscar a verdade. E, enfim, aplicar os mesmos princípios de justiça que invocamos diariamente.
Por fim, agradeço aos amigos e familiares que sempre me proporcionaram confiança e força para continuar em meu trabalho.
Atenciosamente "